Soada de bobéia. Cujice. Povo, quando fala, fantaseia.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Da saudade marcada no I Ching
Sophie,
Je t'offre ce petit cadeau qui, en plus d'être une oeuvre «philosophique», peut servir de compagnie pendant ces nuits de «lucidité vertigineuse» (comme disait Cioran) que tu connais très bien, ma chère insomniaque!
Ton ami F.
São Paulo, 30/10/08
domingo, 19 de dezembro de 2010
Termo de Responsabilidade
Mais nada
a dizer: só o vício
de roer os ossos
do ofício
já nenhum estandarte
à mão
enfim a tripa feita
coração
silêncio
por dentro sol de graça
o resto literatura
às traças!
José Paulo Paes
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
O Rato e a Comunidade
2
Passam meses e anos perto de nós,
Rodeiam-nos, sentam-se com a gente à mesa,
Comentam a guerra, os telegramas,
Discutem planos políticos e econômicos,
Promovem arbitrariamente a felicidade coletiva.
Conhecem nosso paletó, camisa e gravata,
Nosso sorriso e o gesto de mover o copo.
Têm medo de nos tocar, não conhecem nossas lágrimas.
?Que sabem do nosso coração, do nosso desespero, da nossa comunicabilidade.
Que sabem do centro da nossa pessoa, de que são participantes.
... Subúrbios longínquos, esses homens.
4
Desconhecido que atravessas a rua,
?Que há de comum entre mim e ti.
A mesma solidão e a mesma roupa.
Procuras consolo, mas não podes parar.
És o servo da máquina e do tempo.
Mal sabes teu nome, nem o que desejas neste mundo.
Procuras a comunidade de uma pessoa,
Mas não a encontras na massa-leviatã.
Procuras alguém que seja obscuro e mínimo,
Que possa de novo te apresentar a ti mesmo.
Murilo Mendes, em Poesia Liberdade
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Como se o parar, por um tempo, com aquelas tantas prosas laicas fizesse algo a valer, fizesse algo mudar.
Quando a prosa é pagã vira no repente enigma hermenêutico e sai dela, se deforma, vira poesia comprimida, vira criptografia e vira impublicável assim. Sacramentada.
Apesar da continuidade loquaz, virtuosa porquoi pas?, surge o prazer no entrecortado e da inteligibilidade referencial e secundária. Erudita e elitista, que cacete. Mas aprazível como pouca coisa, como se dessem à criança o controle laxativo durante a fase anal, o poder fisiológico como fonte de prazer.
Duro discernir a natureza do sacramento do comportamento passivo-agressivo; e se melhor seria tê-lo em mim, com uma poesia que se possa tragar, ou expurgá-lo numa linguagem hostil a quase todos os que se aventurarem.
Quando a prosa é pagã vira no repente enigma hermenêutico e sai dela, se deforma, vira poesia comprimida, vira criptografia e vira impublicável assim. Sacramentada.
Apesar da continuidade loquaz, virtuosa porquoi pas?, surge o prazer no entrecortado e da inteligibilidade referencial e secundária. Erudita e elitista, que cacete. Mas aprazível como pouca coisa, como se dessem à criança o controle laxativo durante a fase anal, o poder fisiológico como fonte de prazer.
Duro discernir a natureza do sacramento do comportamento passivo-agressivo; e se melhor seria tê-lo em mim, com uma poesia que se possa tragar, ou expurgá-lo numa linguagem hostil a quase todos os que se aventurarem.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O prazer sórdido da revisora-editora que não dorme
Em texto de escrita medíocre e desarticulada, inserir uma boa mesóclise.
domingo, 17 de outubro de 2010
Não sou muito de citações
Mas
Experience is not what happens to a man; it is what a man does with what happens to him
vale a pena citar. Por mais que Huxley tenha me irritado na minha adolescência.
Experience is not what happens to a man; it is what a man does with what happens to him
vale a pena citar. Por mais que Huxley tenha me irritado na minha adolescência.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Nos meus poucos dias de Baronesa
Cheguei besta com um novelo Ariadne.
Jogou-me ao chão e me cuspiu Pandora.
Mandar tomar no cu é liberdade plebe.
Jogou-me ao chão e me cuspiu Pandora.
Mandar tomar no cu é liberdade plebe.
sábado, 9 de outubro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Os bens de um mal (ou Os bens de um bem)
A preguiça social tem poder transformador - ergofobia muda de sufixo, desloca acento silábico na adjetivação, vira neologismo plausível e compreensível sem grandes idiossincrasias linguísticas, de repente me vejo quase - se já não toda - ergômana.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Antanagoges anagogistas
Simplicidade na música me apraz, mais que informações em demasia e pré-requisitos para apreciação, assimilação, compreensão; mas sou quase purista da língua, adoro aliterações e recursos mil; não suporto, no entanto, Acrilírico. A fotografia dispensa, no geral, palavras, e isso é lindo; outras imagecidades - por vezes parecem tão superiores.
E por aí vai e eu me contradigo e me canso de cada área alternadamente, numa espécie de espiral ad infinitum.
Isso dá muito sono ao fim do dia e muita preguiça de gente e de coisas.
(Pelo menos a vigília tirou férias)
E por aí vai e eu me contradigo e me canso de cada área alternadamente, numa espécie de espiral ad infinitum.
Isso dá muito sono ao fim do dia e muita preguiça de gente e de coisas.
(Pelo menos a vigília tirou férias)
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Ininteligibilidade para o externo (ou De volta à Realidade)
No fim de semana coloquei um par de óculos que travestiu a realidade e pude entender todo o mundo pela lógica de uma lente fotográfica de plástico que distorce charmosamente cores e luzes. De vez em quando, quando fosse mais interessante e com outra luz e foco, mudava para uma fisheye - também de plástico.
(A mente, extremamente analítica, não parou um segundo e analisou tudo como pôde, numa alternância desgraçada de realidades circunscritas com a diluição de julgamentos e de gêneros permeando tudo.)
A caverna, azulada, torna-se templo dourado e os olhos, azuis acinzentados, eram pretos de ajuste óptico.
(Não me recordo da voz do personagem mas me lembro que era-lhe tudo muito, muito engraçado)
(A mente, extremamente analítica, não parou um segundo e analisou tudo como pôde, numa alternância desgraçada de realidades circunscritas com a diluição de julgamentos e de gêneros permeando tudo.)
A caverna, azulada, torna-se templo dourado e os olhos, azuis acinzentados, eram pretos de ajuste óptico.
(Não me recordo da voz do personagem mas me lembro que era-lhe tudo muito, muito engraçado)
terça-feira, 27 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Bicho de uma só cabeça
Contaram-me um dia que cães pretos são de fato especiais; tornam-se algo como talismãs com seus donos, espécie de filtro. Como se um centro, sendo negro, que neutraliza vibrações em desequilíbrio, em excesso, pesadas. Apesar de toda observadora e nanômana tomei como verdade óbvia como qualquer coisa que pais contam a uma criancinha que quer saber de tudo mas nada entende.
(Quase todos os cachorros que tive eram, no mínimo, 60% pretos)
Mais que talismãs, pareciam apêndices por vezes. Novinha e na fase niilista achava que seres humanos eram desprovidos da capacidade de comunicação sem palavras e sem racionalização, como a dos cachorros - em especial os pretos;
refutei tudo o que não fosse dessa natureza intensa e delicada, à flor da pele e iliterática, pois era adolescente e descobria o poder dos extremos e de suas subsequentes refutações.
(hoje vejo que capacidade não falta, falta é querer, acreditar, se entregar, se permitir)
Sem perceber adotei uma cadelinha preta e chamei-a Chimera. Inteligentíssima, companheira, dócil e dulcíssima. Pega carrapatos quando estou triste, pede dando carinho quando eu é que careço, e como uma mãe ou melhor amiga que dá aquele empurrão, comeu meu mp3 player inteiro para que eu não me perca em mundos viscerais autismatas nesta época em que é a única coisa que quero.
(Quase todos os cachorros que tive eram, no mínimo, 60% pretos)
Mais que talismãs, pareciam apêndices por vezes. Novinha e na fase niilista achava que seres humanos eram desprovidos da capacidade de comunicação sem palavras e sem racionalização, como a dos cachorros - em especial os pretos;
refutei tudo o que não fosse dessa natureza intensa e delicada, à flor da pele e iliterática, pois era adolescente e descobria o poder dos extremos e de suas subsequentes refutações.
(hoje vejo que capacidade não falta, falta é querer, acreditar, se entregar, se permitir)
Sem perceber adotei uma cadelinha preta e chamei-a Chimera. Inteligentíssima, companheira, dócil e dulcíssima. Pega carrapatos quando estou triste, pede dando carinho quando eu é que careço, e como uma mãe ou melhor amiga que dá aquele empurrão, comeu meu mp3 player inteiro para que eu não me perca em mundos viscerais autismatas nesta época em que é a única coisa que quero.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Pedaço de realidade e um sonho
Enquanto um casal de crianças adentrava cada vez mais fundo numa casa, do outro lado da realidade discípulos de Aleister Crowley, entidades e ele mesmo em forma etérea apareciam aos poucos, marcavam meu quarto com símbolos enquanto eu dormia, me olhavam e tentavam tenebrosa e disfarçadamente me ganhar.
O que dava medo é que parecia ser de fato inevitável, como se só faltasse o meu consentir comigo mesma, o aceitar, e deixar acontecer o que devesse.
Acordei com sensações estranhíssimas.
O que dava medo é que parecia ser de fato inevitável, como se só faltasse o meu consentir comigo mesma, o aceitar, e deixar acontecer o que devesse.
Acordei com sensações estranhíssimas.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Da força da Imagem dum hexagrama com nove flutuante na quarta posição
Um lago evapora e, pouco a pouco, vai se esgotando. Mas quando dois lagos estão unidos, eles não secam tão facilmente, pois um alimenta o outro. O mesmo ocorre no campo do conhecimento. O saber deve ser uma força revigorante e vitalizadora. Isso só é possível quando há um intercâmbio estimulante com amigos afins, em cuja companhia se possa debater e procurar aplicar as verdades da vida. Desse modo, o conhecimento se amplia, incorporando múltiplas perspectivas, e se torna mais leve e jovial, enquanto que nos autodidatas tende a ser sempre um pouco pesado e unilateral.
Com freqüência o homem se encontra avaliando e julgando diferentes formas de prazer. Enquanto ainda não decidiu qual escolherá, se o mais elevado ou o mais vil, não terá paz em seu interior. Só quando ele reconhece claramente que paixão traz sofrimento é que poderá afastar-se dos prazeres inferiores e buscar os mais elevados. Uma vez consolidada essa decisão, ele encontra a verdadeira alegria e paz. O conflito interno é então superado.
Do I Ching
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Resumo da Ópera
A raposa sorriu quando reparou ser de idade - e não raposinha imprudente -, mandou o Minotauro pra putaqueopariu e saiu a atravessar a torrente, sem olhar pra trás e ignorando que a pontinha da sua cauda estivesse molhada.
Mandou pastar também aquela Ariadne-aranha, besta, besta, que deu do sangue pra fabricar teia orgânica e enrolar novelo, sendo AriadnearanhaDédalo tudo junto.
Não olhou pra trás e seguiu com passos medidos, firmes, calmos.
Mandou pastar também aquela Ariadne-aranha, besta, besta, que deu do sangue pra fabricar teia orgânica e enrolar novelo, sendo AriadnearanhaDédalo tudo junto.
Não olhou pra trás e seguiu com passos medidos, firmes, calmos.
sábado, 19 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Comendo leões no covil de pedra
Literatura voltou, sim, mas como um universo todo engolindo outro, uma fagia descabida, expande coisa. Na loucura por restrições e delineamentos impôs-se um lipograma duro, duríssimo de roer. Depois foi-se mais uma vogal.
Mas ai, que canseira!, se malacostumar com coisa livre, bem livre, tem dessas.
(Lembro dos conselhos do titio Igor)
Mas ai, ai!, que não tô falando de estética, sim de vida.
Cansei de literatura constrangida na minha vida.
Mas ai, que canseira!, se malacostumar com coisa livre, bem livre, tem dessas.
(Lembro dos conselhos do titio Igor)
Mas ai, ai!, que não tô falando de estética, sim de vida.
Cansei de literatura constrangida na minha vida.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Fragmentinho pequeno que nem ponto
Sorriu-me, de olhos pequenos e avermelhados de frio, dizendo "você deu um tiro no próprio pé".
Eu sorri não amarelo, mas sorriso santosha, olhando pra frente-chão.
Qual o quê - ahimsa não atira.
(De micro em micro o macro, uma coisa de cada vez)
Totalizaram três abraços fortes, longos e sinceros.
Eu sorri não amarelo, mas sorriso santosha, olhando pra frente-chão.
Qual o quê - ahimsa não atira.
(De micro em micro o macro, uma coisa de cada vez)
Totalizaram três abraços fortes, longos e sinceros.
domingo, 6 de junho de 2010
Nick Bantock
Griffin,
you must be blessed. In Sicmon mythology, wandering warriors place themselves at the service of worthy travelers. They are reputed to keep Death from becoming greedy. (...)
The silent stones fill me with awe - they are sublimely sophisticated. The city's neon lights seem naive in comparison, like children's toys.
Take heart
Sabine
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Obliquidade
Como se sonhado flor balcânica bem vermelha, que colocada por detrás d'orelha (os cabelos inda curtos demais pra segurarem sozinhos a flor que tem em verdade cor betanina) fizesse tresloucar sordidezas (em fato amorais, aciganando-as) que resultariam na graça não culposa de violar um pequeno protonotário.
Mas é sonho literário, que em vida é mais simples, tenro, terno também, e pósmodernamente amoral sim, como não, já que não há como ignorar a liberdade de mentes middle-class artísticas.
Mas é sonho literário, que em vida é mais simples, tenro, terno também, e pósmodernamente amoral sim, como não, já que não há como ignorar a liberdade de mentes middle-class artísticas.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Aproprio-me de Murilo sendo de novo Cordélia
Na varanda
Absorvo nuvens,
Cuspo jasmins.
(Referência é meu-bem-meu-mal vinteuniano)
Absorvo nuvens,
Cuspo jasmins.
(Referência é meu-bem-meu-mal vinteuniano)
quinta-feira, 27 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Da promessa de expressão das imaterialidades e singelezas
A fruta, como o resto - circunscrito tudo, inda intersecto - é todo um oásis compilado no que cabe numa mão inteira; da cor de miragem e daquilo que não se deve comer - parece veneno ou pigmento artificial ou coisa do demo mesmo. Dos demos xamânicos quiçasipá. Coisa dessa cor e dessa água e desse suave dando no meio da acridão e da aridez cactácea?
Só que eu comi dessa fruta que não se come, feito evavinteuniana. Funcionou como aquela banana verde, bem verde, que mãe ou vó ou irmão ou pai "te disse, comer banana verde amarra a boca".
Amarrô.
Só que eu comi dessa fruta que não se come, feito evavinteuniana. Funcionou como aquela banana verde, bem verde, que mãe ou vó ou irmão ou pai "te disse, comer banana verde amarra a boca".
Amarrô.
terça-feira, 11 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Ingestão
Depois de comer todo o interior da primeira pitaya que compro (e vejo) no Brasil, esqueci da nostalgia cambojana que a fruta me dá e continuei contemplando sua casca e sua pele quase fúcsia. Sem aquietar. Hipnotizada pela beleza estética da fruta.
Separei essa pele intermediária da casca escamada com faca, joguei as fatias numa chaleira e deixei em infusão por alguns minutos. O chá resultante era duma cor lindíssima e de consistência mais grossa. Não sabia mais o que fazer, não tenho talento pras artes visuais nem sei como fabricar tinta, então minhas opções se reduziram.
Bebi a infusão inteirinha, num copão grande de vidro transparente.
Ingeri beleza estética pela primeira vez.
Separei essa pele intermediária da casca escamada com faca, joguei as fatias numa chaleira e deixei em infusão por alguns minutos. O chá resultante era duma cor lindíssima e de consistência mais grossa. Não sabia mais o que fazer, não tenho talento pras artes visuais nem sei como fabricar tinta, então minhas opções se reduziram.
Bebi a infusão inteirinha, num copão grande de vidro transparente.
Ingeri beleza estética pela primeira vez.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Porque adoro meus vizinhos (ou Não, Miguel, já falei que não!)
Miguel, não brinca na cozinha!
CARAMBA, Miguel, já falei pra parar!
Miguel, se você não parar AGORA EU VOU DESMONTAR A PISCINA.
Miguel! Sai daí, MIGUEL!
PÁRA DE CHORAR, MIGUEL, VOCÊ TÁ ME OUVINDO? TÁ ME ENTENDENDO?
Se chorar apanha, Miguel!
*Barulhos de uma criança chata brincando enfática e randomicamente numa bateria.
Miguel, vai lá com a tua avó, vai.
MIGUEL! EU JÁ AVISEI, NA PRÓXIMA VAI TER!
(Eles podiam pelo menos botar o moleque numa aula de bateria)
CARAMBA, Miguel, já falei pra parar!
Miguel, se você não parar AGORA EU VOU DESMONTAR A PISCINA.
Miguel! Sai daí, MIGUEL!
PÁRA DE CHORAR, MIGUEL, VOCÊ TÁ ME OUVINDO? TÁ ME ENTENDENDO?
Se chorar apanha, Miguel!
*Barulhos de uma criança chata brincando enfática e randomicamente numa bateria.
Miguel, vai lá com a tua avó, vai.
MIGUEL! EU JÁ AVISEI, NA PRÓXIMA VAI TER!
(Eles podiam pelo menos botar o moleque numa aula de bateria)
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Problemática
Sim, paz, a calmaria, a quietude. Tudo muito bom, tudo uma meta, tudo a tendência natural.
O problema é que às vezes mandar pra puta que pariu é muito gostoso.
O problema é que às vezes mandar pra puta que pariu é muito gostoso.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Hexagrama 24
O Retorno e sua aura acabam tomando as rédeas duma estética;
e junto, o que o restante do vigésimo quarto traz consigo, como condição, toda a calma e cautela, take your time.
*
No sonho de cochilo vespertino pós-noite de insônia braba sonhei que me agradava a pirotecnia e me juntei a ataques terroristas pelo puro prazer estético. Sonhei também que aquele rapaz azulado, com quem não converso mais, me acusava docemente de enigmática.
Gosto desses sonhos mentirosos, que nada têm a ver com a realidade. Um bom descanso de mim mesma e de outrem.
(Não sou pirómana nem enigmática nem terrorista, e aquele rapaz não me viria falar nada, muito menos docemente)
e junto, o que o restante do vigésimo quarto traz consigo, como condição, toda a calma e cautela, take your time.
*
No sonho de cochilo vespertino pós-noite de insônia braba sonhei que me agradava a pirotecnia e me juntei a ataques terroristas pelo puro prazer estético. Sonhei também que aquele rapaz azulado, com quem não converso mais, me acusava docemente de enigmática.
Gosto desses sonhos mentirosos, que nada têm a ver com a realidade. Um bom descanso de mim mesma e de outrem.
(Não sou pirómana nem enigmática nem terrorista, e aquele rapaz não me viria falar nada, muito menos docemente)
quinta-feira, 8 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
L'Échelle de mon rêve
Vejo outros hecatônquiros por aqui. Hábeis com toda essa montanha de membros e pensando e intelectuando fervorosamente com seus cinqüenta cérebros cada.
Olham pras minhas cem mãos, vazias.
É que eu gosto da visão maluca dos cem braços juntos. Aí me perco na esteticidade da coisa e esqueço dessa funcionalidade, dessa destreza e dessas avidezes todas: não sei bem usar tanto braço; uma inútil na titanomaquia.
(A escala diatônica ocidental começou a me escorrer das mãos, por entre os dedos, feito líquido. Já que não sou hábil com milequatrocentas falanges, como são meus colegas, a escala se deformou toda; reorganizaram-se e redistribuíram-se cents como estruturas atômicas ou moleculares de matéria que muda de estado físico e fiquei então somente com a escala Khmer.)
Olham pras minhas cem mãos, vazias.
É que eu gosto da visão maluca dos cem braços juntos. Aí me perco na esteticidade da coisa e esqueço dessa funcionalidade, dessa destreza e dessas avidezes todas: não sei bem usar tanto braço; uma inútil na titanomaquia.
(A escala diatônica ocidental começou a me escorrer das mãos, por entre os dedos, feito líquido. Já que não sou hábil com milequatrocentas falanges, como são meus colegas, a escala se deformou toda; reorganizaram-se e redistribuíram-se cents como estruturas atômicas ou moleculares de matéria que muda de estado físico e fiquei então somente com a escala Khmer.)
sábado, 27 de março de 2010
Metáfora prá ninguém entender
O chá verde, se gelado em vez de quente, não deve ser colocado na geladeira.
O melhor é deixar a infusão acontecer por uns minutos e, com ele ainda quente, jogar num copo cheio de gelo. Como fazem no Camboja.
Deixar na geladeira demora mais, e a chance de se esquecer mais tarde é grande; não bastasse, não fica com um gosto tão bom. Nem fresco.
Eu juro.
O melhor é deixar a infusão acontecer por uns minutos e, com ele ainda quente, jogar num copo cheio de gelo. Como fazem no Camboja.
Deixar na geladeira demora mais, e a chance de se esquecer mais tarde é grande; não bastasse, não fica com um gosto tão bom. Nem fresco.
Eu juro.
quinta-feira, 25 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Um ano sem mamãe
E mais de um ano sem vê-la. Chega de tristeza, sim!
Bastaram-me seis meses tendo uma vida de cão. Agora que deixei o gene materno carnavalesco se manifestar, agora que descobri e absorvi tanta coisa dela, posso dizer que chega de tristeza.
Só uma pena que não possa dizer que chega de saudade. Isso, creio, é impossível; e sei que ela só aumentará a cada dia que passa. Ao menos a saudade vai se tornando cada vez mais um sentimento terno e bonito.
Bastaram-me seis meses tendo uma vida de cão. Agora que deixei o gene materno carnavalesco se manifestar, agora que descobri e absorvi tanta coisa dela, posso dizer que chega de tristeza.
Só uma pena que não possa dizer que chega de saudade. Isso, creio, é impossível; e sei que ela só aumentará a cada dia que passa. Ao menos a saudade vai se tornando cada vez mais um sentimento terno e bonito.
sábado, 13 de março de 2010
A mente ainda no oriente
O bom de viajar por dois dias, com horas de espera em aeroportos (eu odeio o Charles de Gaulle!), é que o cansaço que bate é tão forte que, segurando durante o dia e saindo por São Paulo (que não deu saudade alguma, não deu emoção alguma de voltar. Só o pãozinho de queijo e o queijo minas quente de café da manhã que fizeram compensar minimamente), quando chegou a noite eu estava tão acabada que dormi ininterruptamente. Acordei cedíssimo e pronto, já me reajustei ao fuso-horário, embora meu organismo não esteja entendendo nada dessa volta no tempo, com variações de 35º no percurso e cortando bruscamente a comida Khmer do meu cardápio (que saudade, que saudade).
Nessa noite, dormida como faria um bebê, sonhei com as pessoas que conheci em Mondulkiri, num bangalô parecido com o lodge em que ficávamos nos tempinhos de folga, mas gigantesco, e que se transformava numa espécie de palácio oriental antigo. Não bastasse, fui morta por um tigre branco e depois por um tigre normal. Sim, na lógica de sonho depois de morta eu voltei, mas não adiantou nada.
E eu saí de lá, do meio do mato, puta da vida, falando que isso só aconteceu por eu ser Dragão no horóscopo chinês (tigre e dragão e etc).
Só que é meio assustador sonhar com isso justo quando entramos, há um mês, no ano do tigre.
(Apesar do alívio de não ter tigres me devorando ao acordar, não fez sentido estar aqui. Que merda, tinha esperança de que fosse um pouquinho animador voltar. O que me anima, sinceramente, é a situação da Dilma e o jeito com que o PSDB tá se fodendo.)
Nessa noite, dormida como faria um bebê, sonhei com as pessoas que conheci em Mondulkiri, num bangalô parecido com o lodge em que ficávamos nos tempinhos de folga, mas gigantesco, e que se transformava numa espécie de palácio oriental antigo. Não bastasse, fui morta por um tigre branco e depois por um tigre normal. Sim, na lógica de sonho depois de morta eu voltei, mas não adiantou nada.
E eu saí de lá, do meio do mato, puta da vida, falando que isso só aconteceu por eu ser Dragão no horóscopo chinês (tigre e dragão e etc).
Só que é meio assustador sonhar com isso justo quando entramos, há um mês, no ano do tigre.
(Apesar do alívio de não ter tigres me devorando ao acordar, não fez sentido estar aqui. Que merda, tinha esperança de que fosse um pouquinho animador voltar. O que me anima, sinceramente, é a situação da Dilma e o jeito com que o PSDB tá se fodendo.)
sábado, 6 de março de 2010
Visão
Fui deitar, em minha cama, de camisola.
Acordei, no dia seguinte, nua, um espectro deitado ao meu lado; me beijou e disse: "Bom dia, Johanna".
Acordei, no dia seguinte, nua, um espectro deitado ao meu lado; me beijou e disse: "Bom dia, Johanna".
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Algumas pessoalidades das mudanças que o Camboja pode fazer (e faz)
Não que a música não afete e não seja quase que inteiramente parte de minhas pessoalidades. Mas engraçado observar algumas mudanças em mim que claro, não se devem apenas ao Camboja, mas em boa parte sim.
- Nunca gostei de pimenta. Fraca demais, até lingüiça levemente apimentada, quando comia carne, me fazia ficar vermelha, lacrimejar, e podia acabar com meu paladar por toda uma refeição. Tinha de chupar limão pra ficar bem. Depois de uma semana no Camboja, virei a maior fã de comida apimentada. E não importa, pode colocar pedação de pimenta no meio, tô aguentando tudo. Tudo começou quando fui a um restaurante indonésio aqui, em minha segunda semana em Phnom Penh, e enfiei uma colherona com um molho vermelho na boca. Depois daquilo minha língua transcendeu o conceito de comida apimentada. Agora, quando como arroz frito ou macarrão ou qualquer outra comida Khmer de rua em que eles não ponham pimenta, por eu ser ocidental, eu peço que coloquem; comida cambojana sem pimenta não tem graça.
- Se pensar no apego que tinha com meu cabelo, anos atrás, quando batia na cintura e eu esperneava se o cabeleireiro cortava mais de dois dedos de pontas, acho que cheguei no ponto ideal, em que adoro ter um corte bom, curto, mas ao mesmo não tenho me importado demais. Como tem crescido muito rápido, assim que deu um mês desde meu último corte, não aguentando mais o peso que o cabelo crescido parece fazer no calor do sudeste asiático, fui numa farmácia, comprei uma tesoura horrorosa e, sem espelho para ver a parte de trás, cortei eu mesma meu cabelo na pia do banheiro em Siem Reap.
Realmente, é bem legal, não custa nada e sempre cresce de novo; cabelo cresce até depois de morto...
- Eu costumava ter muita dificuldade com barganha. Ficava sem jeito. Quando mais nova, acabava me submetendo a preços injustos. Depois, sem jeito, simplesmente deixava de ter algo que queria por achar o preço exorbitante.
Aqui dou boas risadas o tempo inteiro. Não existe transporte público no Camboja, se você vai a algum lugar, ou vai de tuk tuk ou de moto-táxi. Pego moto-táxi o tempo inteiro e, quando vou com o Chapei pra algum lugar longe, como a casa de Kong Nay, vou de tuk tuk. Os preços variam e eles sempre tentam cobrar um monte ao ver ocidentais, claro. Minha barganha tá tão boa que, no que eles cobram 1 dólar (4000 riéis), só pago 2500 riéis. É engraçado e extremamente útil, já que as refeições que mais faço aqui, em comida de rua, me custam entre 1000 e 3000 riéis.
- Aliás, eu que tinha andado de moto só uma vez na vida e tinha quase que medinho, após andar praticamente todos os dias de moto-táxi, agora há já um mês, estou decidida a tirar carta de moto e, assim que tiver dinheiro entrando pra compensar a minha quebra-pós-Camboja, comprar uma. Depois de se acostumar ao tráfego completamente insano de Phnom Penh não tem muito como temer andar de moto em Barrão Geraldo.
- Depois de assistir a muitas aulas de música Khmer, tocar Chapei horas a fio e ter aulas pacas, cantar qualquer música básica em tonalidade maior parece impossível. Acostumei tanto com o som da escala Khmer que só consigo cantar desafinadamente as músicas ocidentais. Ok, acho que essa mudança se deve inteiramente ao Camboja.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Comunicação
Situação: Dan, americano, e Savy, cambojana que fala inglês, saíram para comprar frutas para o jantar. Ficamos, no chão da cozinha, preparando o restante da comida Khmer: eu, que não falo Khmer, a mãe de Savy, que não fala inglês, uma surda americana e uma surda-muda canadense com apenas 20% da visão. Acho incrível o quão bem conseguimos nos comunicar e quantas risadas demos.
E aí eu fico sim puta da vida com pessoas que, falando a mesma língua, não se esforçam nem um pouquinho pra que a boa comunicação e o bom entendimento sejam travados.
Oh, fuck'em - como tenho falado bastantinho por aqui.
E aí eu fico sim puta da vida com pessoas que, falando a mesma língua, não se esforçam nem um pouquinho pra que a boa comunicação e o bom entendimento sejam travados.
Oh, fuck'em - como tenho falado bastantinho por aqui.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Foto
Na falta de fotos do Camboja, vai uma borrada do meu cabelo novo.
Foto de passaporte tirada pro visto cambojano.

Foto de passaporte tirada pro visto cambojano.

Hurray, gente, minha passagem vai ser adiada pra dia 07 de março. O visto é de 30 dias, preciso sair do país pra voltar e pegar um novo. Qual é mais descolado, Laos ou Vietnã?
Não sei como os cambojanos não são todos uns bêbados. A lata de cerveja, no mercadinho, é US$0,60. 2500 riels. Gostoso pagar 1 dólar em duas latinhas antes de ir dormir.
Não sei como os cambojanos não são todos uns bêbados. A lata de cerveja, no mercadinho, é US$0,60. 2500 riels. Gostoso pagar 1 dólar em duas latinhas antes de ir dormir.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Narrativa sem-vergonha e semiplagiada
Ela parou, antes de enfiar as chaves na fechadura da porta do carro. Contemplou o nada enquanto pensava, virou resoluta, voltou pra dentro do caos azul. Valia a pena, aquela gravata haveria de mudar de cor, porra.
Fez, falou, forte, daquele jeito todo. Fez tudo, é broxante, mas vale a pena. Intuição costuma ter razão.
O azul trêmulo parou de tremer, fez desajeitado umas declarações que não importavam e que, obviamente, eram mentiras que procuravam justificar desajeitamentos de outrora - uma graça.
Ela deu tchau e ele, num momento de afasia nervosa, deu oi sem querer.
Foda-se a guerra declarada pela telefonista, aquele clarão da lente, causado por foco de luz adjacente não filtrado, aquilo sim é o que importava.
Ele correu no labirinto branco tentando relembrar da porta certa, morreu de medo, não parou, chegou na hora certa, o timing foi certo e a música corroborou. A música é rosada.
O azul vira violeta e é isso que importa.
É esse tipo de simplicidade patética, com paleta reduzida de cores que se desmancham brilhantemente no estado de embriaguez afetiva e clarões dando frios na barriga que eu quero.
Foda-se o resto.
Fez, falou, forte, daquele jeito todo. Fez tudo, é broxante, mas vale a pena. Intuição costuma ter razão.
O azul trêmulo parou de tremer, fez desajeitado umas declarações que não importavam e que, obviamente, eram mentiras que procuravam justificar desajeitamentos de outrora - uma graça.
Ela deu tchau e ele, num momento de afasia nervosa, deu oi sem querer.
Foda-se a guerra declarada pela telefonista, aquele clarão da lente, causado por foco de luz adjacente não filtrado, aquilo sim é o que importava.
Ele correu no labirinto branco tentando relembrar da porta certa, morreu de medo, não parou, chegou na hora certa, o timing foi certo e a música corroborou. A música é rosada.
O azul vira violeta e é isso que importa.
É esse tipo de simplicidade patética, com paleta reduzida de cores que se desmancham brilhantemente no estado de embriaguez afetiva e clarões dando frios na barriga que eu quero.
Foda-se o resto.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Em adendo a "Conversas"
Com Thalita, Vitis vinifera e Lady Gaga
"- A gente vai acordar a vizinhança inteira assim!
- Nah, vamos nada.
(Cachorros latem freneticamente como em efeito dominó)
- Pô, bróder, não late não... fica de boa..."
"- A gente vai acordar a vizinhança inteira assim!
- Nah, vamos nada.
(Cachorros latem freneticamente como em efeito dominó)
- Pô, bróder, não late não... fica de boa..."
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Conversas
Com Isilda
"- Mas por quê, Isilda? Por quê??
- Porque a gente é BURRA"
Com Cauê
"- Vide vibe vinho. Nossa, que frase linda!"
Com Lucy
" - Eu tenho medo de você. Daqui a pouco você vai virar uma alquimista maluca dona de 13 gatos que mora numa cabana na floresta.
Mas curti a vibe infusão (adoro essa palavra)."
Com Pedro
"- Que diabos faço com esse mascarpone que sobrou?
- Taca no 4x4 do teu vizinho da frente. No vidro todo! Ou melhor: abre o capô e joga dentro, o cara só percebe quando ligar o motor e sentir o cheiro"
Com P. T. Anderson e Elswitt; com Euwe, Blaine e Rumble
Me deram altos toques.
"- Mas por quê, Isilda? Por quê??
- Porque a gente é BURRA"
Com Cauê
"- Vide vibe vinho. Nossa, que frase linda!"
Com Lucy
" - Eu tenho medo de você. Daqui a pouco você vai virar uma alquimista maluca dona de 13 gatos que mora numa cabana na floresta.
Mas curti a vibe infusão (adoro essa palavra)."
Com Pedro
"- Que diabos faço com esse mascarpone que sobrou?
- Taca no 4x4 do teu vizinho da frente. No vidro todo! Ou melhor: abre o capô e joga dentro, o cara só percebe quando ligar o motor e sentir o cheiro"
Com P. T. Anderson e Elswitt; com Euwe, Blaine e Rumble
Me deram altos toques.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Revelatio
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Nanofatos (e nanointeligibilidade)
Ontem, fazendo uma análise minuciosa duma obra, percebi que desde que mergulhei no que deveria, há um tempo, passou aquela obsessão estranha que eu tinha por nanofatos.
E aí que percebi, racionalmente, todo o sentido: em vez de obcecar em identificar nanofatos do todo, e nisso enlouquecer (já que não são assim dissociados), eu analiso os de sistemas menores, em universos pequenos com organização em geral arbitrária de outrem. E, os nanofatos e as nanoidéias e nanossensações que pululam aqui dentro, jogo-os em microssistemas que eu mesma invento.
E expurgo e produzo.
E aí que percebi, racionalmente, todo o sentido: em vez de obcecar em identificar nanofatos do todo, e nisso enlouquecer (já que não são assim dissociados), eu analiso os de sistemas menores, em universos pequenos com organização em geral arbitrária de outrem. E, os nanofatos e as nanoidéias e nanossensações que pululam aqui dentro, jogo-os em microssistemas que eu mesma invento.
E expurgo e produzo.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Conversando com Yi Jing*
49. KO / REVOLUÇÃO **
IMAGEM
Fogo no lago: a imagem da REVOLUÇÃO.
O homem superior organiza o calendário e marca com clareza o período das estações.
Nove na primeira posição significa:
Envolvido em pele de vaca amarela.
Mudanças devem ser realizadas somente quando já não resta qualquer outro recurso. Por isso é necessário uma extrema reserva ao início. Deve-se procurar manter a firmeza interior e a moderação (o amarelo é a cor do meio e a vaca, o símbolo da docilidade), evitando, por ora, tomar iniciativas, uma vez que qualquer ofensiva prematura terá más conseqüências.
31. HSIEN / A INFLUÊNCIA (CORTEJAR)
JULGAMENTO
INFLUÊNCIA. Sucesso.
A perseverança é favorável.
Tomar uma jovem em casamento traz boa fortuna.
O fraco está acima, o forte abaixo, deste modo suas forças se atraem e eles se unem. Isso traz o sucesso, pois toda vitória baseia-se na atração mútua. A tranqüilidade interna, quando unida à alegria externa, faz com que a alegria não se exceda, mas permaneça dentro dos limites corretos. Este é o sentido da advertência: "a perseverança é favorável" - pois é através da perseverança que se diferencia o seduzir do cortejar, no qual o homem forte coloca-se abaixo da jovem fraca, mostrando-lhe consideração. Esta atração entre os afins é uma lei universal da natureza. O céu e a terra atraem-se um ao outro e assim todos os seres vêm à existência. (...) Pode-se reconhecer a essência de todos os seres no céu e na terra pelas atrações que exercem.
IMAGEM
Fogo no lago: a imagem da REVOLUÇÃO.
O homem superior organiza o calendário e marca com clareza o período das estações.
Nove na primeira posição significa:
Envolvido em pele de vaca amarela.
Mudanças devem ser realizadas somente quando já não resta qualquer outro recurso. Por isso é necessário uma extrema reserva ao início. Deve-se procurar manter a firmeza interior e a moderação (o amarelo é a cor do meio e a vaca, o símbolo da docilidade), evitando, por ora, tomar iniciativas, uma vez que qualquer ofensiva prematura terá más conseqüências.
31. HSIEN / A INFLUÊNCIA (CORTEJAR)
JULGAMENTO
INFLUÊNCIA. Sucesso.
A perseverança é favorável.
Tomar uma jovem em casamento traz boa fortuna.
O fraco está acima, o forte abaixo, deste modo suas forças se atraem e eles se unem. Isso traz o sucesso, pois toda vitória baseia-se na atração mútua. A tranqüilidade interna, quando unida à alegria externa, faz com que a alegria não se exceda, mas permaneça dentro dos limites corretos. Este é o sentido da advertência: "a perseverança é favorável" - pois é através da perseverança que se diferencia o seduzir do cortejar, no qual o homem forte coloca-se abaixo da jovem fraca, mostrando-lhe consideração. Esta atração entre os afins é uma lei universal da natureza. O céu e a terra atraem-se um ao outro e assim todos os seres vêm à existência. (...) Pode-se reconhecer a essência de todos os seres no céu e na terra pelas atrações que exercem.
* Yi Jing = I Ching
** Ko significa também a mudança de pêlo nos animais.
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