quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Carta, de Isabel Câmara

Olha eu te desejo
tanto que perdi
o recado.
Nada temo, tremo!
Sou poeta devassa
adorando a tua raça.

Lovely & lonely bird
of my Youth, tell
me how to reach
The South of your Mouth.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Energéticos parecem Prozac e afins diluídos, liquefeitos, enlatados perfeitinhos em grau homeopático de potabilidade para pessoinhas comuns não depressivas - mesmo que depressão seja tão comum.
Insônia voluntária é gostosa, oxe, e uma latinha além dos chás consolida a companhia e muleta perfeitas para a recepção desse alinhamento arretado de marte com meu natal na oito e esse saturno retrógado na minha casa três.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sobre bagunças

Eu nunca chamei uma diarista, faxineira, o que fosse. Em épocas duras meu quarto já esteve de cabeça para baixo e adiei a limpeza do banheiro por diversos motivos. Mas não vejo sentido em uma outra pessoa - mesmo que contratada - arrumar e limpar a bagunça dos outros. Não a minha. Minha bagunça é tão íntima que gosto de arrumá-la sozinha. Em geral ouço o mesmo disco de 55 do Duke Ellington enquanto o faço, e depois seguem os mesmos três do Chet Baker de sempre. É um ritual. Tem sempre um incenso de massala no fim.

Posso até aceitar uma ajudinha vez ou outra, e uma companhia enquanto o faço por vezes cai bem. Mas difícil deixar que alguém tente arrumar por mim, para mim.

Em qualquer nível.