Eu nunca chamei uma diarista, faxineira, o que fosse. Em épocas duras meu quarto já esteve de cabeça para baixo e adiei a limpeza do banheiro por diversos motivos. Mas não vejo sentido em uma outra pessoa - mesmo que contratada - arrumar e limpar a bagunça dos outros. Não a minha. Minha bagunça é tão íntima que gosto de arrumá-la sozinha. Em geral ouço o mesmo disco de 55 do Duke Ellington enquanto o faço, e depois seguem os mesmos três do Chet Baker de sempre. É um ritual. Tem sempre um incenso de massala no fim.
Posso até aceitar uma ajudinha vez ou outra, e uma companhia enquanto o faço por vezes cai bem. Mas difícil deixar que alguém tente arrumar por mim, para mim.
Em qualquer nível.