sábado, 16 de janeiro de 2010

Narrativa sem-vergonha e semiplagiada

Ela parou, antes de enfiar as chaves na fechadura da porta do carro. Contemplou o nada enquanto pensava, virou resoluta, voltou pra dentro do caos azul. Valia a pena, aquela gravata haveria de mudar de cor, porra.

Fez, falou, forte, daquele jeito todo. Fez tudo, é broxante, mas vale a pena. Intuição costuma ter razão.
O azul trêmulo parou de tremer, fez desajeitado umas declarações que não importavam e que, obviamente, eram mentiras que procuravam justificar desajeitamentos de outrora - uma graça.
Ela deu tchau e ele, num momento de afasia nervosa, deu oi sem querer.
Foda-se a guerra declarada pela telefonista, aquele clarão da lente, causado por foco de luz adjacente não filtrado, aquilo sim é o que importava.

Ele correu no labirinto branco tentando relembrar da porta certa, morreu de medo, não parou, chegou na hora certa, o timing foi certo e a música corroborou. A música é rosada.

O azul vira violeta e é isso que importa.

É esse tipo de simplicidade patética, com paleta reduzida de cores que se desmancham brilhantemente no estado de embriaguez afetiva e clarões dando frios na barriga que eu quero.
Foda-se o resto.

3 comentários:

Sofia disse...

Thatha, assista a esse filme!

Anônimo disse...

óun... de onde veio esse semiplagio gracioso?

Thalita disse...

Verei, verei sim!
Assim que fizer minha prova; prometido.

; )