Contaram-me um dia que cães pretos são de fato especiais; tornam-se algo como talismãs com seus donos, espécie de filtro. Como se um centro, sendo negro, que neutraliza vibrações em desequilíbrio, em excesso, pesadas. Apesar de toda observadora e nanômana tomei como verdade óbvia como qualquer coisa que pais contam a uma criancinha que quer saber de tudo mas nada entende.
(Quase todos os cachorros que tive eram, no mínimo, 60% pretos)
Mais que talismãs, pareciam apêndices por vezes. Novinha e na fase niilista achava que seres humanos eram desprovidos da capacidade de comunicação sem palavras e sem racionalização, como a dos cachorros - em especial os pretos;
refutei tudo o que não fosse dessa natureza intensa e delicada, à flor da pele e iliterática, pois era adolescente e descobria o poder dos extremos e de suas subsequentes refutações.
(hoje vejo que capacidade não falta, falta é querer, acreditar, se entregar, se permitir)
Sem perceber adotei uma cadelinha preta e chamei-a Chimera. Inteligentíssima, companheira, dócil e dulcíssima. Pega carrapatos quando estou triste, pede dando carinho quando eu é que careço, e como uma mãe ou melhor amiga que dá aquele empurrão, comeu meu mp3 player inteiro para que eu não me perca em mundos viscerais autismatas nesta época em que é a única coisa que quero.
(Quase todos os cachorros que tive eram, no mínimo, 60% pretos)
Mais que talismãs, pareciam apêndices por vezes. Novinha e na fase niilista achava que seres humanos eram desprovidos da capacidade de comunicação sem palavras e sem racionalização, como a dos cachorros - em especial os pretos;
refutei tudo o que não fosse dessa natureza intensa e delicada, à flor da pele e iliterática, pois era adolescente e descobria o poder dos extremos e de suas subsequentes refutações.
(hoje vejo que capacidade não falta, falta é querer, acreditar, se entregar, se permitir)
Sem perceber adotei uma cadelinha preta e chamei-a Chimera. Inteligentíssima, companheira, dócil e dulcíssima. Pega carrapatos quando estou triste, pede dando carinho quando eu é que careço, e como uma mãe ou melhor amiga que dá aquele empurrão, comeu meu mp3 player inteiro para que eu não me perca em mundos viscerais autismatas nesta época em que é a única coisa que quero.
2 comentários:
eu o vi estraçalhado. que dó.
A gente aprende e entende que é amor, amor maior e indizível.
Eu tenho lá minhas teorias sobre os bichos alaranjados também. Eles, terríveis, riem de nós, sabia?
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