Foi o primeiro dos quatro em que não apontei, não escrevi nem expressei verbalmente o aniversário de morte de mamãe. Não houve homenagem externada, não houve título de postagem de blog nem uma foto.
Ou menção.
Há quem pense falta de respeito, há quem ache frieza, há quem ache o que bem achar.
Mamãe era minha mamãe, e eu achei bom não chorar pela primeira vez em um 23 de março a partir de 2009. Ela ficaria contente, empurrandinho como sempre fez, mesmo que dessa vez não tivesse apoio para os tropeços.
E essa é a beleza da coisa e é por isso que parei de chorar.
Porra, mamãe era incrível e eu acabei falando dela depois de um tempinho dos quatro anos de morte.
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Respiro de alívio, que o que parecia conflituoso fez sentido, era apenas uma ignorância mínima que não entendia conceitos e coisas fundamentais que se perderam na tradução. O sorriso de certeza tranquila voltou, pois a ideia primária era certa. E valeu toda a contestação deste ínterim, necessária para entender os dois lados.
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O conceito do dharma é uma das coisas mais bonitas que existem.
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