sábado, 14 de maio de 2011

Teth

Mais um ciclo e, segundo a Grande Besta, entrei no XI; torturei um dos marrecos até que se deformou, não doeu mais. Anda todo torto, mas anda; e faz barulho de marreco, só um pouco mais rouco. Rachado.

Foi mais um ano e foi-se junto a paciência para puerilidades e olhares acadêmicos e destratos. Voltou o horror burocrático e volta e meia inda choro de orfandade. Os homens continuam se encantando pelas bailarinas - continuarão -, e eu continuo sendo efemeridade curiosa e excêntrica. Meus pontos altos, dizem: "Você é engraçada"; "Você é tão simpática!"
Parafusos a menos como elogio, bom caminho. O cérebro não incha como de pinscher de crânio reduzido, consigo evitar homicídios.
O modus operandi permanece ignoto, por falta de interesse decerto. Nas raras exceções faltou aptidão.
Ai, que bobagem!

Ridículo que continue a adorar distribuir e formular gracejos, ora anônimos ora com frios escancarados no estômago, e algumas singelezas, tocando a campainha e fugindo. E dando o carinho hermenêutico a cada gestual.
Continuo.

Por fim, troquei Miró por Jeremy Blake.

Um comentário:

Chi Odashima disse...

Eu já cheguei a considerar que minha hostilidade venha de súbitos inchaços cerebrais quando em situações de pessão.

Éam...