O nome da autora tem recheio grande; os da ponta formam Marcia Bacha.
(Mas pode falar que é Crowley também)
A Esfinge fascinante e erótica que canta e seduz, a Esfinge "ávida de sangue e de amor" foi sepultada pela Esfinge questionadora, uma ogra perguntadora que examina. A Esfinge intelectual neutralizou o fascínio do monstro-fêmea que deixou de ser uma tentação, perdeu seu poder de sedução e seu caráter erótico para se tornar um flagelo caracterizado pela ameaça de devoração pelos enigmas que coloca.(...)Édipo resolve os enigmas triunfando sobre seu encanto, sobre o feitiço do canto sedutor como o das sereias que sai da boca da "cruel cantora". Da boca deste "monstro-fêmea ávido de sangue e de amor", fantasia do reino materno originário, brota o enigma, simultaneamente canção e teoria.
(...) É muito diferente a situação daquele a quem se dirige um canto ou um enigma: pode-se resolver um enigma, mas não se pode resolver um canto. Pode-se ceder a seu feitiço ou tomar distância dele, ou recorrer ao procedimento mágico que consiste, como Ulisses, em ouvir o canto numa posição imobilizada.
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