sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O primeiro Natal e uma confissão (ou Natal Dionisíaco e Eu não entendo de jardinagem)

Primeiro natal com família assumidamente diluída. Primeiro natal sem mamãe. Primeiro natal em que não há reunião de minha família materna, primeiro natal em que não ganho nem uma lembrancinha - o que não fez nenhuma diferença. Até porque meu último presente foi um pequeno pônei, da minha mãe, tirando um sarrinho básico de mim e ao mesmo tempo me fazendo lembrar da minha infância prévideogame.
Resultado: muito vinho em meio a uma família desconhecida, da minha cunhada, no cu de Goiás. Bão, muito bão, como se diz por aqui. Fui à Santa Bárbara hoje, antes, e expurguei os últimos demônios naquela queda fantástica. Ao fim do dia, cabernet sauvignon português, cabernet chileno, um merlot, um que não deu tempo de identificar (ainda mais com a sobremesa), fechei com um Lambrusco cuja rolha se perdeu na noite cavalcantense.

Fiquei pensando nos crisântemos. Será que eles hão de sobreviver com uma semana sem água?
Aí, ok, senti-me no dever de parar com a farsa toda. Quando comprei o vasinho, e as flores ainda eram daquele laranjinha sem tom avermelhado, quis crisântemos. Os que tinham eram quase mortos. Comprei, então, um vasinho com flores pequenas, delicadas e alternativas. Laranjas.
Mas, minha gente, não são crisântemos. Gostei da idéia de serem-no, como simbologia. Não faz sentido, então aí vai a verdade: eu não manjo porra nenhuma de jardinagem.
Mas, é sério, esse semestre eu planto calêndula, capim-cidreira e outras coisas no meu jardim. É sério, e não promessa préanonovo.

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