Tomei Ayahuasca num ritual teoricamente xamânico (embora tivesse ainda vestígios do Daime, cuja energia definitivamente não bate comigo) há cerca de dois anos. No dia, como uma agradável surpresa, fiquei menstruada.
No final do ritual, já à noite, após umas cinco horas e duas doses e meia tomadas, deitada no colchonete, minha pele começou a sentir algo como líquido escorrendo, se espalhando e alastrando por toda a extensão do corpo. Provavelmente pela menstruação, sinestesicamente atribuí um vermelho escuro à sensação e, dessa pura confusão sensória, comecei a ter uma visão fortíssima e medonha, embora linda, duma teia de sangue que se formava. Começava com um fio de sangue que se ramificava e ia tecendo, com muitos quadrados e outras formas geométricas sendo desenhadas conforme a teia se propagava. O fundo era como o espaço, um fundo preto, muitos pontos brancos por aí, sem nenhuma organização. Só isso, uma sensação da propagação infinda com, ao fundo, o que temos por infinito. Não à toa, comecei a ficar com muito, muito medo e foi o único momento em que tendi ao descontrole. Mas deu pra segurar e acalmar.
Esses dias, vendo coisas da Georgia O'Keeffe, encontrei essa pintura:

Chama The Lawrence Tree. Nada a ver com a coisa em si mas, quando bati o olho, ontem, lembrei na hora da experiência da Ayahuasca. Era basicamente isso - se abstraída a idéia de árvore e se visto por outro ângulo, de perto, e no início, logo antes da rede começar a se formar.
Subjetividade pouca é bobagem, minha gente.
No final do ritual, já à noite, após umas cinco horas e duas doses e meia tomadas, deitada no colchonete, minha pele começou a sentir algo como líquido escorrendo, se espalhando e alastrando por toda a extensão do corpo. Provavelmente pela menstruação, sinestesicamente atribuí um vermelho escuro à sensação e, dessa pura confusão sensória, comecei a ter uma visão fortíssima e medonha, embora linda, duma teia de sangue que se formava. Começava com um fio de sangue que se ramificava e ia tecendo, com muitos quadrados e outras formas geométricas sendo desenhadas conforme a teia se propagava. O fundo era como o espaço, um fundo preto, muitos pontos brancos por aí, sem nenhuma organização. Só isso, uma sensação da propagação infinda com, ao fundo, o que temos por infinito. Não à toa, comecei a ficar com muito, muito medo e foi o único momento em que tendi ao descontrole. Mas deu pra segurar e acalmar.
Esses dias, vendo coisas da Georgia O'Keeffe, encontrei essa pintura:

Chama The Lawrence Tree. Nada a ver com a coisa em si mas, quando bati o olho, ontem, lembrei na hora da experiência da Ayahuasca. Era basicamente isso - se abstraída a idéia de árvore e se visto por outro ângulo, de perto, e no início, logo antes da rede começar a se formar.
Subjetividade pouca é bobagem, minha gente.
4 comentários:
Interessante isso da ayahuasca. Às vezes eu vontade de ler coisas de inconsciente coletivo pra ver se algo se salva dentre as justificativas muito esquisitas que eu ouço as pessoas falando pra idéia.
Espero que tenha ido bem na prova. Se quiser falar com menos latência pra combinar a conversa d astrologia, o meu email é alexandre.tp@gmail.com e o telefone é (19) 8829-4213.
Beijos
Final de semana que vem é o ideal mesmo, vou hoje pra brasília ver minha mãe (que está lá a trabalho) e só volto domingo.
Ensinar é legal, sim, e eu sempre falei que eu achava que orientar, por ser um-a-um, é mais divertido e fácil que ensinar. Talvez por isso eu esteja meio nervoso.
Então, dearests Top e Sofia, hehe! PASEEI NA PRIMEIRA FASE DO MESTRADO! :) E por isso farei prova na Unicamp no sábado de manhã. Podemos marcar nosso encontro astrológico pra sábado à noite, que tal? Estarei em Barão até domingo de noite! :)
Rola???
Beijitows!
Parabéns! Por mim rola sim, claro. Onde? Algum barzinho? Ou Di Capri mesmo (abre lá de noite)?
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