Em anúncio de oferta de emprego, ao final, como se segue:
"Local de trabalho: Santa Cecília. A empresa oferece seguro funeral."
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Eu também vou
Lembro, ______, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, ______
E você me chama vagabundo
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, ______
E você me chama vagabundo
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Padronização, padrão, formato e formatação. Normas e convenções, moldes, este ou aquele, esse ou nenhum. Nova ortografia e ABNT, cérebro adaptado a três línguas e dois teclados diferentes.
Não há dispêndio de atenção para o que deslize ou escorra um pouco para fora, não mais. O gozo máximo ser ousar dentro do padrão, criar dentro das limitações brutas, nunca de fato. Deturpar os significados que já pertenceram aos termos.
Bater a cabeça contra a parede, bater às portas da burocracia com sorriso desesperado na mão e currículo na cara, e todo o entendimento empático se esvai, pessoas com joguinhos cruéis à procura da mediocridade pura e sem razão.
Identificar dicotomias e domínio das normas todas; ironia autodestrutiva, assim é possível criticar. Muitas vezes não dá mais para aguentar, isso isso, entenda e entre, domine e mude; transforme o sistema, foda-o por dentro, infiltre-se para criticar e ganhar credibilidade, nada, passar dez anos da vida pensando e visando salários maiores não é se deixar engolir não. É vida.
Suicídio atraente é hackear para apagar CPF e certidões demais.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Estranho de mim mesmo, de Robert Schindel
Tornei-me um estranho de mim mesmo
O ritmo dos passos e o riso
O instante. Um estranho de mim mesmo.
De ombro na ombreira arrastando o tempo
O emprego, uns namoros, gramar reuniões
Conversas com os amigos, a olhar. De ombro na ombreira.
O mundo lá fora encasulou-se. Os desfiladeiros das ruas
Apertam-se e o verão a abrir em sonhos
Lá fora o belo mundo encasulou-se e tece desvarios.
Ninguém discute. O vinho de azedas golo a golo.
As notícias de fora no bolso do casaco. Os inimigos pessoais
Vão morrendo. E eu tão manso. Não discuto.
Não gosto muito de viver assim. Mas a política
Não me deixa morrer. Precisa-se ainda
Dos insubstituíveis. E assim vou vivendo.
Tradução de João Barrento
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Criptografia
(cripto- + -grafia)
s. f.
Escrita secreta, em cifra, isto é, por meio de abreviaturas ou sinais convencionais.
Encriptar
(en- + cripta + -ar)
v. tr.
1. Meter ou enterrar em cripta. = SEPULTAR
Cripta
s. f.
1. Carneiro sepulcral.
2. Caverna subterrânea.
3. Catacumba.
(Do latim Crypta, "cofre, caverna" e do grego Kryptē, "oculto, escondido, segredo".)
*
Enquanto um caco de almotolia era desenfiado do pé descalço, roxo de frio avermelhando do sangue, insone que nem os dentes.
s. f.
Escrita secreta, em cifra, isto é, por meio de abreviaturas ou sinais convencionais.
Encriptar
(en- + cripta + -ar)
v. tr.
1. Meter ou enterrar em cripta. = SEPULTAR
Cripta
s. f.
1. Carneiro sepulcral.
2. Caverna subterrânea.
3. Catacumba.
(Do latim Crypta, "cofre, caverna" e do grego Kryptē, "oculto, escondido, segredo".)
*
Enquanto um caco de almotolia era desenfiado do pé descalço, roxo de frio avermelhando do sangue, insone que nem os dentes.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Articulação, organização, objetividade sem perder o interesse, coisas que são internalizadas ao longo dos anos em linguagens verbais diversas. Civilidade ajuda na credibilidade e reforça argumentos, além de facilitar que o interlocutor te acompanhe. E blá blá blá.
Acontece que eu vivo numa cidade com um Kassab escroto e desgraçado, calhorda filho duma puta, e toda gente que faz essa desgraça ser eleita, e foda-se, se você foi atropelado na faixa é porque mereceu. A culpa é sempre da vítima e há de se abaixar a cabeça porque veículos sempre têm mais razão. Especialmente se o atropelador for um milionário.
Civilidade é o caralho, que não tenho visto muito disso por aí não.
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